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DEFINIR A MISSÃO PRECISA DE PESSOAS PARA GERAR RESULTADOS

As últimas décadas se tornou comum a definição de missão nas grandes corporações, como ferramenta para unificar o foco de esforço funcional.  Esse processo se espalhou para médias e até pequenas empresas, por iniciativa dos RH´s, muitos hoje realizando projetos de Planejamento Estratégico, com ou sem a participação de profissionais externos.

Muitos erros foram cometidos, porque da mesma forma que muitas empresas  certificadas em programas de qualidade quebraram ou foram reduzidas, definir missão e visão também não vai ajudar um negócio a ter bons resultados simplesmente porque fez isso.  É preciso muito mais para tornar uma empresa lucrativa em tempos de alta competição, ainda mais numa economia em transição.

As consultorias empresariais tem o pé no chão, não inventam soluções complicadas, baseadas em sua longa vivência de projetos em diferentes empresas.  Por esse motivo, dificilmente começam um trabalho técnico ou projeto sem realizar a etapa do diagnóstico.

Os diagnósticos empresariais dão o norte, a direção a ser seguida, quando mostram os resultados analisados, os kpi´s (indicadores de resultados) conseguidos em um tempo definido, seja de 6 meses ou 1 ano, suas tendências possíveis (melhorar ou piorar) e com isso modelar um projeto de soluções a ser implementado por sua equipe de consultores empresariais.

SÓ FORMULAR AS MISSÕES POR ESCRITO QUANDO CHEGAR A HORA DE MODIFICÁ-LAS

É possível, preferível até, que os funcionários sintam uma noção de propósito comum sem que qualquer declaração de missão tenha sido sequer esboçada.  Se todos sabem aonde a empresa está querendo chegar, para que se dar ao trabalho de coloca-lo por escrito ?  Com o amadurecimento das empresas, expressar a missão por escrito tem mais utilidade, desde que o propósito da codificação seja permitir o questionamento da relevância da missão.

“Nunca entalhe em pedra uma declaração de missão”.  As empresas que fizeram uso especialmente eficaz dessas ferramentas, como a HP (Hewlett Packard) e a J&J (Johnson & Johnson), por exemplo, as analisaram e revisaram diversas vezes.  O credo da J&J é submetido a “questionamentos” periódicos por parte de milhares de gerentes da empresa.

A declaração da HP, chamada de HP Way, cunhada originalmente pelos fundadores da empresa, foi revisada pelo menos quatro vezes.

O objetivo dessas comparações e mudanças não é tanto gerar uma declaração “ideal” (as palavras raramente levam uma empresa a algum lugar), mas sim gerar energia e estímulo sobre a revisão do rumo que a empresa está prestes a seguir.

ALGUNS ERROS COMETIDOS NA  FORMULAÇÃO DA MISSÃO :

1.criar um texto excessivamente longo para definir a missão.  Ao pesquisar sites, notamos empresas que sua missão tem textos enormes, o que vai dificultar a memorização e interiorização pelos colaboradores. Um bom exemplo da SADIA há alguns anos, antes da fusão com a Perdigão, foi definir sua missão como “ALIMENTAÇÃO HUMANA”, época em que se concentrou em aves, suínos e começou a produzir seus alimentos processados, deixando de lado a criação de gado e plantação de trigo.

2.envolver apenas os altos níveis da empresa na criação da missão. Todos os processos participativos tem melhor implantação que os impositivos e quando as lideranças intermediárias (gestores de departamento ou setores) não participam, estarão recebendo algo pronto, de cima para baixo e alguma resistência direta ou indireta vai ocorrer.

3.criar a missão fora de um programa mais amplo a nível de empresa. Quando as empresas criam um programa mais amplo, que tem um foco que vai atingir a empresa inteira, com melhorias para estrutura e pessoas, ficará mais fácil inserir a missão e visão no mesmo e até obter sua aceitação em prazo mais curto.  Uma forma sugerida é o PMR-Projeto de Melhorias de Resultados, que atua na formação conceitual, reciclagem do perfil das lideranças, melhoria da produtividade individual, em que os participantes são envolvidos desde o início dos treinamentos a formar grupos de trabalho para resolver os problemas com seus próprios recursos e com isso passam a ter maior rapidez nas decisões.

FAZENDO AS MISSÕES FUNCIONAREM

As missões podem ser ferramentas de complicada utilização. A maioria das declarações de missão das empresas é, na melhor das hipóteses, lugar-comum. Muitas empresas estariam melhorar sem nenhuma declaração formal do que com uma declaração de missão cujo principal impacto é estimular a hipocrisia que leva ao próprio fracasso.  “Se você não tiver nada para dizer, não diga nada” provavelmente é um dos melhores princípios operacionais aqui.  Seja paciente, espere a hora.

A melhor hora para esboçar uma declaração de missão é imediatamente após uma grande vitória nos negócios. Eventos significativos que induzem ao crescimento – o lançamento de um novo produto, a derrota de um antigo rival ou o recebimento do esperado certificado de qualidade de um grande cliente – podem definir o tom da inspiração para uma missão como sendo o de uma realidade concreta que a empresa como um todo experimentou. Redija a missão enquanto o sabor da vitória ainda estiver vivo. O Processo da definição da missão pode então estimular o aprendizado almejado descobrindo o seguinte:

- o que estava certo e como a empresa pode continuar fazendo isso.

- o que saiu errado e o que se pode aprender a partir disso.

AS MISSÕES NÃO DEFINEM DIREÇÕES, AS PESSOAS SIM.

As declarações de missão não são ferramentas para a definição de direção. Se uma empresa tiver de continuar voltando à sua declaração de propósito para resolver questões sobre sua estratégia futura, talvez se veja com os mesmos problemas em que se envolveram os gerentes da Walt Disney Company após a morte de Disney, perguntando-se constantemente “ o que Walt faria agora?”, em vez de pensar sozinhos.  As missões ganham vida com maior facilidade quando refletem um consenso incipiente ou existente na empresa como um todo. As declarações de missão podem ser muito eficazes para comunicar e reforçar uma direção já escolhida.

 

(Fonte: Crescer, não destruir, de Robert Tomask e Projetos de Produtividade e Gestão Empresarial realizados pelo autor).

Adaptado por: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças), produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades), produtividade empresarial (processos, problemas, decisões) e inteligência de mercado (rever marketing, expandir vendas).

É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”  e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

Publicado em 29/03/2016

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