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Boa remuneração e incentivos melhoram o resultado

Assim como as declarações de missão, a remuneração é frequentemente mal interpretada. Na General Motors (GM), foi observado certa vez que os gerentes sempre ficavam gratos quando recebiam grandes bonificações, mas raramente sabiam o que haviam feito para merecê-las.

Na época, especialistas chamaram o processo de sistema desenvolvido para distribuir gratificações aos mais favorecidos, não necessariamente  para recompensar os  que mais contribuíram para o crescimento.  Na GM e em muitas outras grandes empresas, a remuneração, há muito tempo, é uma responsabilidade de especialistas, não uma ferramenta usada pelos gerentes para impulsionar o crescimento.

No Brasil, os programas de remuneração já tiveram grandes avanços nos últimos anos, gerando os processos mistos (fixo e comissões), os PLR (participação nos resultados, às vezes impostos por Sindicatos, mas sempre uma forma de motivar as pessoas), a meritocracia, usada por Ambev e outros grandes grupos, quando os melhores são premiados com vários salários de bônus e os piores correm o risco de serem demitidos.

Discussões sobre remuneração concentram-se em perguntas como as que se seguem:

- Quanto é apropriado ? – uma pergunta em cuja resposta gastam-se muitas horas e dólares em pesquisas exaustivas (cujo resultado é aumentar ainda mais os níveis salariais do setor – poucas empresas querem pagar pela “média” ou abaixo dela).

- A remuneração está sendo distribuída com justiça ? – uma preocupação importante que, se não for abordada, levará a desavenças internas e distrações  com relação ao verdadeiro propósito do negócio. No entanto, sozinha, a justiça salarial, uma exigência para qualquer empresa, não levará ao crescimento.

- Quais são as melhores formas de remuneração ? – uma questão que nunca ficará resolvida mas que leva a inúmeros estudos como formas inovadoras de remuneração associadas às últimas modificações na legislação tributária ou aos mais recentes modismos gerenciais.

Há uma preocupação mais fundamental sobre o impacto tangível da remuneração sobre as pessoas das quais uma empresa depende para crescer.

AVALIAR O IMPACTO DOS INCENTIVOS, NÃO AS TÉCNICAS

Os sistemas de incentivos e recompensas precisam ser “lidos” não da perspectiva das exigências técnicas ou legais ou das preocupações relacionadas à facilidade administrativa, mas sim para responder às seguintes perguntas:

- Eles realmente estimulam as pessoas a prestarem atenção em quê ?

- O que realmente estão estimulando as pessoas a fazer ?

É uma boa medida manter os especialistas técnicos à distância até que os gerentes estejam se sentido à vontade com a compreensão dessas questões e possam também articular com clareza as seguintes perguntas :

- Para que aspecto do negócio a empresa precisará desviar sua atenção se quiser crescer ?

- Que ações serão necessárias ao crescimento por parte dos funcionários e gerentes que não estão ocorrendo atualmente ?

A lacuna entre as respostas a esses conjuntos de perguntas deve, então, definir a agenda para o uso mais produtivo dos profissionais de remuneração.

Nessa fase, em que a empresa pensa em reformular seus processos de remuneração e incentivos, as consultorias podem contribuir com um diagnóstico empresarial, que vai apontar alternativas mais viáveis, em equilíbrio com a capacidade financeira das empresas.

Quando os diagnósticos geram projetos de consultoria empresarial, os consultores alocados criam formas de remuneração baseados em melhorias dos kpi´s (indicadores de resultados), em formas de avaliação ou meritocracia, que permitem direcionar os rumos das empresas, para estabilidade e crescimento auto sustentável.

(Fonte: Crescer, não destruir, de Robert Tomask e Projetos de Produtividade e Gestão Empresarial realizados pelo autor).

Adaptado por: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças), produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades), produtividade empresarial (processos, problemas, decisões) e inteligência de mercado (rever marketing, expandir vendas).

É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”  e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

 

 

Publicado em 31/03/2016

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